Sedentarismo pode ser tão prejudicial ao organismo quanto o cigarro, enquanto a prática de exercícios físicos prolonga a vida e tende a aumentar a imunidade
O sedentarismo sempre preocupou médicos e cientistas. Com a chegada da pandemia, a questão se tornou ainda mais emergente. Em um cenário em que as pessoas passam a maior parte do tempo em casa e sem a possibilidade de frequentar academia ou ginásio de esportes, muitas acabam se deslocando apenas da cadeira (em frente ao computador) para o sofá ou cama.
De acordo com pesquisa da Universidade de Harvard, a pessoa que se mantém inativa por longos períodos pode desenvolver o risco de doenças cardiovasculares, acidentes vasculares cerebrais, além de outras doenças graves e crônicas, como alguns tipos de câncer e a diabetes tipo 2. A universidade reforça que a falta de exercícios físicos também é fator de risco para doenças que, de forma geral, representam um agravamento da mortalidade, sendo comparável aos efeitos de fumar cigarros de tabaco.
Outra instituição, a respeitada Cleveland Clinic, em um estudo realizado em 2018 nos Estados Unidos, concluiu que os efeitos do sedentarismo na expectativa de vida podem ser ainda mais danosos que os do próprio cigarro. O trabalho, que chegou a ser publicado no Journal of the American Medical Association (JAMA), levou em consideração dados referentes à mortalidade dentro de uma amostragem de 122.007 pacientes que se submeteram a testes físicos entre os anos de 1991 e 2014. A conclusão foi de que os pacientes que não conseguiam permanecer correndo em uma esteira, ou em outro tipo de teste de esforço, também tinham um prognóstico pior do que pessoas portadoras de diabetes, hipertensão ou fumantes – em termos de mortalidade.
Uma pesquisa realizada em 2018 pela Organização Mundial de Saúde (OMS) mostrou que a população brasileira, apesar de ser bastante vaidosa e ter passado por um “boom” de centros estéticos e academias, está praticando menos exercícios físicos do que o considerado saudável pelos especialistas.
O levantamento de dados considerou informações coletadas durante 15 anos e concluiu que metade das pessoas em idade adulta não está praticando atividades físicas de forma satisfatória para promover a saúde e aumentar a imunidade. Entre as mulheres, o percentual ultrapassa 53% de ociosas, enquanto entre os homens a inatividade é um pouco menor, mantendo-se em 40,4%.
A prática de exercícios físicos é fundamental para melhorar a qualidade de vida e aumentar a imunidade. Por meio das atividades físicas, é possível reduzir o risco de doenças graves e garantir mais saúde física e mental. De acordo com pesquisa publicada no American Journal of Preventive Medicine, combater o sedentarismo pode ajudar pessoas a viverem mais e melhor. O estudo constatou a possibilidade de ganho de até 5 anos na expectativa de vida. Além de aumentar a imunidade, os exercícios combatem o excesso de peso e, consequentemente, doenças associadas à obesidade.
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