Recursos destinados a financiamentos crescem, mas setor de veículos ainda apresenta perdas

Retomada do crescimento da economia acontece de forma lenta em 2021, mas alguns setores ainda podem apresentar prejuízos

Segundo um estudo da Associação Nacional das Empresas Financeiras de Montadoras (Anef), houve uma alta de 11,5% nos recursos destinados a financiamentos de veículos zero quilômetros no primeiro trimestre de 2021, em comparação com o mesmo período do ano passado. O montante liberado pelos bancos das financiadoras e montadoras foi de R$ 42,8 bilhões. 

O levantamento mostra que as transações consumiram R$ 42,8 bilhões ante R$ 38,4 bilhões apresentados no período de janeiro a março de 2020, ou seja, anterior à pandemia da Covid-19. De acordo com a Anef, esses dados apresentam “uma importante manutenção no patamar de crescimento do mercado e, consequentemente, da economia brasileira, uma vez que os resultados positivos para o setor são observados de forma contínua desde 2017”.

Paulo Noman, presidente da Anef, informa que: “além do agravamento da pandemia, há muitas variáveis agindo sobre a cadeia produtiva do setor, bem como a conjuntura nacional. Vamos continuar acompanhando de forma atenta o comportamento da indústria, mas os indicadores são favoráveis. Os resultados mostram que o total de recursos liberados voltou a atingir níveis pré-pandemia e o saldo das carteiras mantém ritmo de alta”. Noman ainda aponta que as projeções positivas de 2021 foram realmente vistas no primeiro trimestre, apesar de ainda ser necessário ter cautela. 

Impactos da pandemia da Covid-19

Em alguns setores, e até mesmo para quem é vendedor de baterias, 2021 tem sido um ano com menos impactos negativos, com a economia ainda se concentrando em voltar a crescer e em superar as crises causadas pela pandemia e a Covid-19. 

De acordo com um estudo feito pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), foram contabilizados R$ 225,7 bilhões em perdas nos setores de comércio de veículos, serviços, turismo e varejo não essencial em todo o Brasil. Ainda segundo a federação, esse número é superior à produção anual de países como a Tunísia e Sérvia. 

Os prejuízos mais significativos estiveram presentes no setor de serviços, que obteve uma queda de 11,7% no faturamento, ou seja, quase R$ 100 bilhões entre 2019 e 2020. Além disso, o setor de turismo, que também foi afetado, apresentou uma redução de R$ 52,1 bilhões entre 2019 e 2020, um rompimento de 38,1%. A pandemia da Covid-19 também atingiu outros setores, como o de quem é vendedor de baterias.

Em contrapartida, alguns setores apresentaram bons resultados em 2020, como é o caso de alguns setores do comércio e serviços. O varejo apresentou alta de 4,8%, ou seja, R$ 83 bilhões. Esse resultado positivo foi causado pelas atividades essenciais, como farmácias, supermercados, lojas de materiais de construção e postos de combustíveis. O aumento total, em relação ao ano de 2019, foi de 8,2%, ou seja, R$ 115,7 bilhões.

A FecomercioSP entende que o aumento é devido ao auxílio emergencial dado às famílias de baixa renda em 2020, o qual voltou a ser pago em abril de 2021. Grande parte do valor dos auxílios foi direcionada aos produtos das atividades essenciais.

Por outro lado, percebe-se que outra fatia do comércio, como atividades não essenciais e concessionárias de veículos, por exemplo, pode ter perdas também em 2021, apesar da retomada lenta do crescimento de outros setores. O total faturado pelo setor de turismo em março, por exemplo, ficou 17,6% abaixo do que no ano anterior, e está projetada uma redução de 5% para este ano. No geral, a recuperação econômica de 2021 está sendo gradual para diversos setores, inclusive para quem é vendedor de baterias.

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