No Brasil 24,19 milhões de pessoas sofreram com violação de seus dados em 2021

Houve um crescimento de 3,4% de ocorrências de violação de dados no mundo em relação ao mesmo período do ano de 2020, enquanto no Brasil o índice diminuiu

Dados publicados pela empresa de soluções cibernéticas Surfshark, em dezembro de 2021, apontaram que um dos países mais conectados do mundo, o Brasil, teve aproximadamente 24,19 milhões de casos de contas que sofreram violações em seus dados.

Apesar do número alto, a quantidade de violações diminuiu no Brasil ante o ano de 2020. 2021 teve o total de 30,92% de casos a menos que em 2020, quando o número de casos teve um alcance de cerca de 35 milhões de contas.

Ainda segundo as estatísticas divulgadas, aproximadamente 952,8 milhões de contas tiveram seus dados violados no mundo, gerando um aumento de 3,4%, o equivalente a 31 milhões, na comparação com o mesmo período do ano de 2020, momento em que ocorreram cerca de 921,8 milhões de violações de contas e dados.

Estatística mundial de violação de contas e dados

Por mais que tenha ocorrido uma redução de casos no Brasil, a Surfshark apontou que o país encontra-se em 6º lugar no ranking mundial dos locais que mais sofreram com a invasão de contas e exposição de dados pessoais no ano passado.

À frente dos brasileiros, os países que mais sofreram com ataques e invasões dos dados e que são responsáveis por mais da metade dos eventos que ocorreram no mundo, segundo as informações divulgadas pela Surfshark, foram: a França em 5º lugar, com 24,6 milhões de casos; a Rússia em 4º, com 27 milhões; a Índia em 3º, com cerca de 86,6 milhões; o Irã em 2º, com mais de 156 milhões de casos; e os Estados Unidos em 1º lugar, com aproximadamente 212,4 milhões de violações de contas e exposições de dados. Outro dado preocupante é o aumento de casos no Oriente Médio. A região teve um crescimento de 10842% aquém do ano de 2020. 

Uma das razões do crescimento do número de invasões e violações de dados no Oriente Médio foi o vazamento de informações que ocorreu entre dezembro de 2020 e janeiro de 2021 no banco de dados do aplicativo de bate-papo iraniano Raychat.io. Outro motivo para o aumento de casos foi a guerra cibernética que aconteceu entre Israel e Irã.

Comércio ilegal de dados corporativos é o maior facilitador de ransomware

A partir do caso Raychat.io, é possível observar a necessidade de um administrador de banco de dados (DBA) para ter um controle maior sobre os dados. O DBA gerencia, monitora, avalia, instala e orienta empresas para evitar que casos de violações de banco de dados ocorram em sistemas corporativos, reduzindo a probabilidade da empresa receber um ransomware e ter prejuízos futuramente. Esse tipo de malware afeta os funcionamentos básicos do sistema ou realiza a criptografia de arquivos específicos.

Se um usuário, seja privado ou corporativo, torna suas informações acessíveis e seu banco de dados aberto para todos, ou se a empresa tem casos de comércio ilegal de dados, uma infecção por um ransomware é facilitada. De acordo com informações da empresa de segurança Trend Micro, essa facilitação ocorre pelo fato dos cibercriminosos terem mais possibilidades de extorquir dinheiro e realizar ataques a grandes empresas devido à quantidade de dados a que podem ter acesso.

Segundo a Trend Micro, para evitar casos de ransomware e outros tipos de malwares, uma opção é ter soluções de segurança, como atualizações de sistema, monitoramento e outras práticas que são aplicadas por um DBA.

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