Dados apontam que e-commerce corresponde a 11,6% do varejo nacional

Expectativa de compras na Black Friday deste ano é positiva

Segundo informações mais recentes da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), as vendas realizadas no âmbito digital representam 11,6% do varejo do Brasil. O e-commerce solidifica seu crescimento no setor varejista do país após apresentar um avanço rápido no começo da pandemia da Covid-19, sendo a alternativa central dos lojistas.

De acordo com a ABComm, a performance segue uma tendência anual, já que, mensalmente, o e-commerce ficou na casa dos dois dígitos. Tal tendência, inclusive, ficou mais forte a partir do mês de abril do ano passado, sendo esse o começo da pandemia, em que a participação varejista foi para 11,1% – até então, não tinha alcançado a casa dos 10%. O ápice foi registrado no mês de novembro de 2020, mês marcado pela segunda onda da Covid-19 e Black Friday, atingindo a casa dos 14,4%. 

“O levantamento reforça uma tendência já observada pelo mercado, com a consolidação dos canais digitais na estratégia do varejo. Mesmo com o início da campanha de vacinação e a retomada do comércio de rua, o e-commerce seguiu influente e com participação ativa no setor”, aponta Mauricio Salvador, presidente da ABComm.

Black Friday de 2021

Com o resultado positivo de 2020, a expectativa é que muitos consumidores façam compras on-line também no evento deste ano, apesar do crescimento no valor dos produtos e serviços. Segundo a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), o índice está em 79%. E, sobre o valor, 87% das pessoas apontam querer gastar algo próximo a 2020 – ou até mesmo um valor acima. “A Black Friday é uma oportunidade para comprar um item de desejo ou realizar a troca de um aparelho antigo por algo mais moderno”, comenta Fernando Baialuna, diretor de Negócios e Varejo da GfK.

A ABComm ainda aponta um avanço de 18,5% no faturamento anual do setor neste ano, após crescimento de 68% do ano passado. Representantes do segmento ainda sinalizam um possível novo recorde na Black Friday de 2021, influenciado pelo crescimento na quantidade de lojas virtuais bem como pela frequente entrada de novos consumidores. 

“A Black Friday 2021 será melhor que a do ano passado porque temos um número maior de lojas disponíveis para a venda on-line e também uma entrada de consumidores que com a pandemia não tinham como consumir no comércio tradicional, partiram para a internet e tiveram uma boa experiência, e até obrigatória”, aponta Rodrigo Bandeira, vice-presidente da ABComm.

A associação ainda mostra uma estimativa de que mais de 20 milhões de consumidores realizaram uma compra on-line pela primeira vez após a pandemia da Covid-19 e que mais de 160 mil lojas virtuais foram inauguradas desde o ano passado no Brasil. Importante ressaltar que é possível comprar diversos produtos e serviços on-line, como artigos e móveis para bebê.

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