Plano de saúde terá reajuste com um índice de até 8,14% em 2021

Contratos de mais de 25 milhões de usuários sofrerão aumento devido às readequações anual e por faixa etária a partir de janeiro de 2021

Suspensa em agosto devido à pandemia de Covid-19, a cobrança dos reajustes anual e por faixa etária dos planos de saúde no Brasil será realizada a partir de janeiro de 2021. Segundo decisão anunciada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), os valores congelados nos últimos quatro meses serão diluídos em 12 parcelas iguais ao longo do ano.

Com isso, os mais de 25,5 milhões de beneficiários de seguro-saúde terão de pagar no mesmo boleto, além da readequação já programada para janeiro, o acréscimo da quantia isentada durante o período de setembro a dezembro. Essa informação deverá ser devidamente esclarecida pelas operadoras em todas as cobranças mensalmente.

De acordo com a ANS, cerca de oito milhões de usuários de planos individuais ou familiares contratados a partir de janeiro de 1999, ou adaptados à Lei n. 9.656/98, terão como teto de reajuste 8,14%, válido para o intervalo entre maio de 2020 a abril de 2021. Já os contratos firmados até o fim de 1998 poderão sofrer aumentos de 9,26% (Bradesco, SulAmérica e Itauseg) e 8,56% (Amil). Nesse caso, são mais de 230 mil pessoas impactadas.

O setor estima uma variação abaixo desses percentuais no próximo ano, uma vez que houve considerável redução no número de atendimentos nos hospitais e consultórios particulares do País a partir do cancelamento de consultas, cirurgias eletivas e exames não emergenciais.

Vale destacar que o encurtamento da quantidade de parcelas (referentes à recomposição dos reajustes suspensos) só poderá ser feito caso solicitado pela parte contratante, seja ela pessoa física ou jurídica. Assim, as operadoras não poderão cobrar um valor maior em determinada prestação sem o desejo expresso pelo cliente. Também poderá ser acordado entre as partes um prazo superior aos 12 meses inicialmente impostos.

A suspensão

Diante da crise econômica causada pela pandemia de Covid-19 e suas consequências, como o fechamento parcial do comércio, demissões em massa e a dificuldade do consumidor em honrar suas dívidas, a ANS decidiu, em 21 de agosto, postergar os reajustes dos planos de saúde para 2021. A medida teve efeito de alívio financeiro imediato, com o devido cuidado de não desestabilizar as regras e os contratos vigentes.

Novas healthtechs podem ser a solução

Com o alto preço e as condições burocráticas dos planos de saúde convencionais, startups focadas no oferecimento de serviços voltados a pacientes vêm ganhando espaço e trazendo inovações ao mercado. De medidas preventivas a serviços de orientação médica a distância, as chamadas healthtechs já contribuem até para diminuir a lotação de hospitais e postos de saúde.

Totalmente voltadas à tecnologia e com um custo considerado menor, essas empresas são, hoje, uma alternativa para quem não tem plano de saúde. Por meio de suas plataformas digitais e dispositivos, elas são capazes de realizar consultas online em qualquer horário, monitorar as condições físicas e fisiológicas dos usuários, desenvolver próteses personalizadas e oferecer descontos em farmácias de todo o País.

Com a presença de problemas na saúde pública e particular, as healthtechs têm se destacado por resolver, de forma inovadora, todos esses gargalos, como a carência na atenção primária, baixo índice de digitalização de documentos e gestões ineficientes. Além disso, essas empresas têm se dedicado à promoção do autocuidado, criando apps que notificam os horários de medicação, criam hábitos diários de saúde e oferecem orientações profissionais.

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