Pesquisa mostra que 51% dos brasileiros estão confortáveis usando a telemedicina e a comunicação médico-paciente

Dados apontam para maior adesão à telemedicina por parte dos brasileiros. Ainda assim, estudos sugerem que o Brasil ainda tem um longo caminho na consolidação da tecnologia na relação entre médicos e pacientes

Estudo publicado pela Johnson & Johnson Medical Devices em conjunto com o Instituto Ipsos oferece um panorama completo sobre a situação de pacientes no Brasil durante a pandemia de 2020.

Segundo os dados, mais da metade dos brasileiros (64%) precisaram cancelar ou adiar um serviço de saúde em decorrência das medidas de distanciamento. 

Dentre os entrevistados, por volta de 40% tiveram de mudar as datas de seus tratamentos oftalmológicos ou dentários. Além disso, aproximadamente 22% postergaram seus exames preventivos e 21% dos pacientes que passariam por cirurgias ainda não obtiveram acesso ao procedimento. 

Ainda que boa parte dos processos cancelados ou adiados não sejam de caráter emergencial, a repercussão da adoção de tais procedimentos na saúde dos indivíduos e no seu tratamento tende a ser significativa.

De acordo com o gerente médico da Johnson & Johnson Medical Devices: “o impacto do atraso no diagnóstico e no tratamento dos pacientes terá reflexos importantes no sistema de saúde. Quanto mais tarde diagnosticarmos uma doença, maior a probabilidade de o paciente ter uma doença grave e maior o risco de ele desenvolver complicações mais sérias”. 

O especialista continua: “em termos de investimento em saúde, um paciente com maior gravidade consome mais recursos humanos e insumos, tem um pior prognóstico e menor expectativa de vida. Usando um velho bordão, ‘é melhor prevenir do que remediar’. Infelizmente, os anos de 2021 e 2022 serão de remediação e não sabemos ao certo quando conseguiremos reorganizar o sistema”.

No total, a pesquisa ouviu representantes de cinco países da América Latina.

Telemedicina: como se dá o uso de tecnologias no Brasil?

A pesquisa TIC Saúde 2019 mostra avanços no uso das tecnologias na saúde brasileira. Em 2019, o número de Unidades Básicas de Saúde (UBS) com sistemas eletrônicos de registro de pacientes subiu nove pontos percentuais em relação ao ano anterior.

Apesar disso, ainda há necessidades a serem atendidas. Apenas 23% de todas as UBS disponibilizam a marcação de consultas pela internet, somente 20% permitem o agendamento de exames e apenas 22% permitem a visualização de resultados on-line.

O papel da telemedicina na comunicação médico-paciente

O papel da telemedicina não é substituir por completo o atendimento presencial. Mas, em um momento delicado como o vivido durante 2020, ela pode ser uma boa solução, segundo apontam dados. 

De acordo com a pesquisa, por volta de 51% dos brasileiros relatam que se sentem confortáveis usando serviços de medicina remota. Há, ainda, uma parcela (8%) que relata estar muito confortável com a nova configuração na relação entre médicos e pacientes. 

Segundo o profissional da Johnson & Johnson Medical Devices, “o teleatendimento é uma ferramenta que evita o contato entre as pessoas, o deslocamento e as aglomerações, além de ajudar na triagem dos pacientes que serão destinados aos serviços mais indicados durante o período de retomada do atendimento presencial”.

A pesquisa também ajudou especialistas a elencar alguns dos principais benefícios da telemedicina. De acordo com as respostas coletadas: 

  • 49% afirmam que não precisar esperar em uma sala de espera presencial é uma vantagem; 
  • 42% apontam que evitar o deslocamento para a consulta é uma vantagem;
  • 29% relatam que a pontualidade é maior no atendimento remoto. 

A pesquisa também traz insights sobre o monitoramento de pacientes e como profissionais da saúde podem aumentar a adesão à telemedicina. Para a grande maioria dos entrevistados brasileiros (74%), a comunicação médico-paciente é uma das chaves para a inspiração de confiança.

Essa é uma tendência que também tem sido observada entre os médicos. Nos últimos anos, muitos profissionais da saúde têm utilizado ferramentas de integração específicas – como a DM Health, por exemplo – para melhorar a experiência de pacientes com a telemedicina e oferecer um suporte maior para seus pacientes.

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