Pesquisa aponta que estagiários não se sentem preparados para o mercado

Desemprego recua 12,1%, mas ainda afeta 12,9 milhões de pessoas, segundo o IBGE

De acordo com pesquisa realizada pela Companhia de Estagiários, aproximadamente 60% dos estagiários não se sentem prontos para o mercado de trabalho. Entre as causas apresentadas para isso, estão a falta de experiência e ter um currículo melhor. A partir disso, os estagiários creem que será complicado entrar no mercado, enxergando esses dois pontos como essenciais em um processo de seleção.

A pesquisa foi feita com 3.357 estudantes com registro na plataforma. Além dos motivos apresentados, a pandemia de Covid-19 também se mostrou como um dificultador, em conjunto com a pressão de ingressar no mercado corporativo. Isso causa ansiedade entre os jovens, essencialmente em meio à crise social e da economia atual. Nesse sentido, a pesquisa ainda mostrou que o financeiro tem influenciado na formação dos estudantes. Na comparação com 2020, o número de estudantes que pagam a própria faculdade cresceu 66%. 

Os pontos levantados também possuem influência na definição dos cursos e carreiras pelos jovens. Em pesquisa realizada em 2020, 58% dos estudantes escolheram o curso de graduação pela vocação e 36%, por oportunidades no mercado. Já em 2021, os números foram para 52% e 39%, respectivamente. 

Mercado de trabalho e desaceleração na oferta de vagas 

Ainda sobre o assunto, o Indicador Antecedente de Emprego do Brasil finalizou o último ano com queda em dezembro pelo segundo mês consecutivo – nível mais baixo em oito meses, mostrando desafios para o mercado de trabalho no começo de 2022, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV). 

O IAEmp, que antecipa os caminhos do mercado brasileiro, retrocedeu 1,2 ponto no mês de dezembro e foi a 81,8 pontos, o patamar mais baixo desde o mês de abril (78,7). “[O IAEmp] encerra o ano confirmando a tendência negativa iniciada nos últimos meses. A desaceleração da economia no final de 2021, observada nos principais setores, parece ser o principal fator para esse resultado já que a pandemia, neste momento, parece controlada”, apontou, por meio de nota, economista da FGV Ibre.

Em meio os componentes do IAEmp, os pontos de destaque foram as quedas de 7,0 pontos no indicador de Situação Atual dos Negócios da Indústria, bem como o de 3,0 pontos em Tendências dos Negócios de Serviços. “Para os primeiros meses de 2022, é difícil vislumbrar um cenário muito favorável para o mercado de trabalho considerando o frágil ambiente macroeconômico que deve persistir no curto prazo”, acrescentou o economista. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados em dezembro de 2021, o desemprego recuou 12,1%, mas ainda afeta 12,9 milhões de trabalhadores – os quais podem ser contemplados com benefícios flexíveis em suas contratações.

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