Pesquisa aponta que emplacamento de veículos caiu em junho, porém cresceu 38,95% no primeiro semestre de 2021

Expectativa para 2022 é de aumento no setor

De acordo com balanço divulgado no início de julho deste ano pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), o número de emplacamentos de veículos, em junho de 2021, alcançou a marca de 309.560 unidades, ou seja, uma queda de 3,03% em comparação ao mês de maio, momento em que foram emplacados 319.244 automóveis. Em relação ao emplacamento de veículos em junho de 2020, ocorreu um aumento de 59,31% (no período, foram vendidos 194.307 veículos).

Ainda de acordo com o balanço da Fenabrave, no acumulado dos seis primeiros meses de 2021, foram emplacadas 1.702.887 unidades, ocorrendo um aumento de 38,95% em comparação com o mesmo período de 2020, período em que foram emplacadas 1.225.542 unidades.

A Fenabrave, para realizar o balanço, leva em consideração os automóveis, comerciais leves, motocicletas, ônibus, implementos rodoviários e outros. “Apesar da ligeira retração de junho sobre maio, o mercado consolidou sua trajetória de recuperação no primeiro semestre. A queda de junho sobre maio ocorreu por causa da escassez de produtos nas concessionárias em função da falta de componentes na indústria, que ainda não conseguiu retomar sua produção normal. Como resultado tivemos resultado na maioria dos segmentos”, informou o presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Júnior.

Segundo a instituição, a previsão revisada para este ano é um crescimento de 13,6% em relação às vendas do setor, fazendo com que o emplacamento de veículos alcance a marca de 3.445.080. O percentual esperado em janeiro era de 16,6%, sendo redefinido para estar consonante à situação atual da economia.

Varejo on-line para o setor automotivo pós-pandemia

De acordo com o gerente de categoria da B2W Marketplace, Felipe Sobreira, pesquisas já apontam uma recuperação do setor automotivo, podendo mostrar bons resultados a partir de 2023. Importante ressaltar que, até o ano de 2018, a produção mundial de automóveis vinha crescendo. Em 2019, e após a pandemia da Covid-19, observou-se um declínio nas vendas de veículos. O setor vem tentando se reaquecer em diversos segmentos, como no especializado em bateria de carro, por exemplo.

O cenário parece ser promissor. “Dados da Moody’s apontam que houve uma uma queda global de vendas de 14,1% em 2020 [comparado com 2019], mas existe expectativa de crescimento, mesmo sendo abaixo da queda do ano anterior”, apontou Sobreira. 

A análise mostra uma recuperação de 7% nas vendas em relação a 2020. Entre 2021 e 2022, é esperado um crescimento de 6,1%. “Temos a expectativa de recuperar a pleno vapor a partir de 2023”, completa. “Em um primeiro momento, com todo mundo em lockdown, no pico da pandemia, houve redução na intenção de compra de veículos novos, mas com a necessidade de se locomover, se recuperou a vontade e necessidade de compra no terceiro e quarto trimestre do ano passado”, finaliza Sobreira.

Sobre os desafios de estar presente no ambiente on-line, foi comentado que as concessionárias ainda apresentam dificuldades em transicionar para o digital. De acordo com o gerente, estar presente no ambiente digital não deve ser apenas informativo, mas, sim, focado também em vendas.

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