Mercado de energia solar cresce 70% no Brasil

A expansão acelerada do mercado de energia solar chama a atenção de investidores internacionais, que começam a planejar projetos mais agressivos para instalação de energia fotovoltaica no país. Linhas de financiamento e barateamento dos custos de instalação podem estar por trás do crescimento do setor, indicam especialistas 

Enquanto muitos setores da economia sofreram com a retração em 2020, o mercado da energia solar tem motivos para comemorar. Segundo dados divulgados pelo jornal O Globo, a instalação de painéis fotovoltaicos cresceu em 70% durante o ano passado, alcançando 7,5 gigawatts de potência – quase 50% da capacidade da usina hidrelétrica de Itaipu, instalação líder mundial em produção de energia renovável. 

Esses números marcam uma forte tendência para a indústria, que vem crescendo a passos largos há pelo menos dez anos. Com o avanço da tecnologia e o barateamento dos custos para instalação, cada vez mais empresas, residências e comércios enxergam na energia solar uma solução viável para diminuir os gastos com a energia elétrica.

Além disso, subsídios governamentais e linhas privadas de financiamento para energia solar também facilitam a adesão generalizada desse método de geração de energia alternativa. Atualmente, existem várias linhas de financiamento para projetos de energia fotovoltaica promovidas por bancos públicos, como o BNDES e o Banco do Brasil, e privados, como o Banco BV. 

Outro fator importante para a expansão da energia fotovoltaica no Brasil tem menos relação com incentivos fiscais e mais com aspectos naturais do território nacional. Por estar em uma posição privilegiada, onde a incidência de raios solares permite uma alta capacidade produtiva, o Brasil torna-se uma importante potência para a geração de energia limpa e renovável por meio da luz do sol. De acordo com dados do Atlas Brasileiro de Energia Solar, o Brasil recebe mais de 3 mil horas de brilho do sol durante todo o ano, colocando o território no ranking de nações com maior potencial para geração de energia solar.

O retorno do investimento em energia solar em números

Uma das grandes vantagens para estabelecimentos que optam por instalar a energia solar é a economia nas tarifas de luz. Em pouco tempo, o valor economizado é o suficiente para quitar os custos de instalação, e, a partir desse ponto, consumidores têm o lucro de seu investimento. 

Uma pesquisa realizada pela COMERC levantou dados referentes ao período de retorno para investimentos em energia solar. Consumidores do Rio de Janeiro, atendidos pela Enel, por exemplo, podem observar o retorno de seus investimentos em pouco mais de 5 anos. Outras cidades, com rápido tempo de retorno, são Teresina, Belém e Manaus. Em São Paulo, esse período é um pouco maior: por volta de 6 anos. Apesar disso, a COMERC atenta para o fato de que, com a popularização do sistema, o período de retorno tende a cair. De 2018 para 2019, a média nacional para compensação dos custos de instalação caiu em seis meses, de acordo com relatórios da instituição. 

Financiamento para energia solar: uma tendência

Com uma longa vida útil, que pode se estender por até 25 anos, sistemas de energia fotovoltaica se mostram boas opções de investimento, aumentando o interesse em programas de financiamento. Bancos privados, como o Banco BV, por exemplo, lideram o mercado de financiamento para energia solar. A plataforma Meu Financiamento Solar oferece opções que cobrem desde os custos do equipamento até a instalação para pessoas físicas e jurídicas, com prazos de até 84 meses e taxas de 0,75% ao mês.

Energia solar aquece mercado de trabalho no Brasil

Além de proporcionar o desenvolvimento ambiental, dados sugerem que a energia solar também promove benefícios sociais e econômicos. Estudos promovidos pela Agência Internacional de Energia Renovável (International Renewable Energy Agency – IRENA, na sigla em inglês) apontam que, a cada megawatt (MW) instalado, são gerados, em média, 25 a 30 novos empregos. 

Esse é um cenário especialmente animador para o Brasil, considerando-se o interesse das gigantes internacionais em implantar novos projetos em território nacional. Empresas como CGN, Statkraft e a VRTM já declararam que pretendem investir em energia solar fotovoltaica no país. 

Apesar dos bons números, especialistas do mercado evitam fazer previsões para 2021, alegando que estudos ainda estão em fases preliminares. Ainda assim, o mercado mostra-se otimista: “Percebemos a vinda de uma terceira onda, das empresas ‘conservadoras’, essas que são os grandes transatlânticos. […] Também vemos grandes clientes corporativos começando a comprar energia solar”, explica Rodrigo Sauaia, Presidente da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR).

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