Levantamento aponta que golpes no e-commerce geraram perdas de R$ 2 bilhões desde o início da pandemia

Com o crescimento do e-commerce no Brasil, golpes e fraudes também tornaram-se mais comuns, deixando consumidores e varejistas em alerta para ameaças em lojas virtuais

Dados divulgados pelo Portal Empresômetro, uma unidade do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação, mostram que, desde o início da pandemia, o e-commerce brasileiro teve prejuízo de R$ 2 bilhões, decorrente de fraudes e golpes nessas plataformas.

De acordo com especialistas, o crescimento do número de golpes no e-commerce acompanha a expansão do uso de lojas virtuais, que cresceram significativamente durante o período analisado. De acordo com o levantamento, a grande parte dos golpes está relacionada com a engenharia social, ou seja, a coleta de informações por meio de veículos como e-mails, mensagens ou ligações diretas às vítimas.

Com essa realidade, o Brasil faz parte do ranking de uma preocupante lista: países em que mais ocorrem vazamentos de informações de cartão. Pesquisa promovida pela consultoria Axur aponta que, de todos os cartões vazados em 2020, 45% pertenciam a brasileiros. 

“Se a compra foi feita em ambiente digital, o prejuízo é da loja. Se foi em um estabelecimento físico, o banco ou a bandeira arcam com esse ressarcimento. Um site que tem muitas compras com esses estornos, além do prejuízo de não receber pelos produtos ou serviços, costuma ser penalizado pelas bandeiras dos cartões com multas”, explica Thiago Bordini, diretor da Axur.

Como evitar cair em golpes durante compras on-line?

Especialistas afirmam que é muito importante analisar o remetente de e-mail. Mesmo que a mensagem seja enviada por amigos, consumidores devem desconfiar se os nomes dos arquivos parecem estranhos. A URL de sites também merece atenção. Consumidores devem atentar-se à veracidade das informações apresentadas na página e nunca digitar suas informações caso duvidem de sua autenticidade.

Especialistas alertam que um dos golpes mais comuns consiste no uso de sites maliciosos que se assemelham aos verdadeiros, emulando todas as características de conhecidos e-commerces brasileiros. Nesses espaços, as vítimas digitam suas informações pessoais, incluindo o código de segurança de seu cartão. Assim, golpistas ganham acesso a essas informações e podem realizar compras fraudulentas.

Golpes no e-commerce: como uma loja pode se proteger de fraudes

Tornar suas operações mais seguras deve ser uma prioridade para lojas on-line, afinal, esses golpes podem diminuir a lucratividade do negócio, além de diminuir a confiança dos clientes na plataforma de compras.

É por isso que varejistas e emissores de cartão têm adotado diversos cuidados para tornar a análise de crédito e o perfil de consumidor mais apurados, evitando fraudes e compras suspeitas. Um desses cuidados consiste na implementação de um sistema antifraude. Softwares que executam análises comportamentais também se mostram eficientes em detectar compras maliciosas e eliminar a fraude antes mesmo que a venda seja efetuada. 

De acordo com especialistas da Unitfour, empresa especializada em soluções de segurança para lojas virtuais, investir em sistemas antifraude é importante para diminuir as chances de sofrer com o chargeback, aumentar a credibilidade da marca e criar um banco de dados com informações sobre o perfil de cliente ideal. 

Sistemas como esses são capazes de filtrar atividades suspeitas e confirmar informações de maneira simples e automática, com mínima interação com o usuário, evitando constrangimentos e burocracias na checagem de informações.

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