Vendas online cresceram 154% durante a semana do Natal de 2020

Mesmo em um ano marcado pela pandemia de covid-19, consumidores gastaram mais do que em 2019 com as compras de fim de ano

O e-commerce brasileiro registrou, em 2020, um crescimento de 154% nas vendas durante toda semana do Natal (de 20 a 26 de dezembro) em relação ao mesmo período do ano anterior . É o que aponta um levantamento da Mastercard SpendingPulse, empresa responsável por mensurar as transações no varejo por todos os meios de pagamento, incluindo modalidades como boleto, transferências, cartões, dinheiro e cheque.

Segundo o relatório do indicador, entre os setores que mais se destacaram ao longo dos sete dias analisados, estiveram as drogarias (alta de 213,1%), móveis (137%) e eletrônicos (136,1%). Assim como no mercado online, os segmentos de móveis e eletrônicos também tiveram bons resultados na semana do Natal no varejo comum, com alta de 14,3% nas vendas.

Alta também ao longo de dezembro

Não foi apenas durante a semana do Natal que o comércio eletrônico registrou crescimento em comparação com 2019. De acordo com uma pesquisa divulgada pela Ebit | Nielsen, no intervalo entre os dias 10 e 24 de dezembro, o faturamento em e-commerce foi de R$ 3,8 bilhões, quantia 44,6% maior do que 12 meses antes.

Outro dado relevante é que neste ano, mesmo diante da pandemia de covid-19, as pessoas se propuseram a gastar mais nas festas de fim de ano. Se em 2019 o gasto médio foi de R$ 408, em 2020, esse valor foi de R$ 462 com cada presente. Além disso, o número de pedidos virtuais saltou 27,5% (de 6,4 milhões para 8,1 milhões).

Crescimento do setor de móveis

Impulsionado pelas obras e vendas de imóveis (que tiveram baixa de apenas 3,4% no comparativo acumulado de agosto de 2019 ao oitavo mês de 2020), o setor de móveis teve um dos maiores crescimentos no volume de vendas entre todos os segmentos, principalmente no período de junho a agosto do ano passado.

Segundo um estudo da Eucatex, em parceria com o head da Fundação de Dados, a maior parte das vendas de móveis entre maio de 2019 e abril de 2020 foram feitas por meio de magazines (42,7%), seguidas pelas lojas especializadas (36%), e-commerces não especializados (22,2%) e home centers (13,4%).

Mesmo com a facilidade das compras online, 50,3% dos consumidores virtuais afirmam precisar conhecer o produto em uma loja física ou showroom antes de adquiri-lo. O relatório mostra ainda que 58% das pessoas compraram móveis somente em lojas físicas, enquanto 14,4% optaram apenas pelo e-commerce e 41,1% combinaram as duas opções (presencial e online).

Projeções otimistas para 2021

Se em 2020 o crescimento das vendas online superou em seis meses as expectativas para os próximos seis anos, de acordo com a Federação do Comércio do Estado de São Paulo (FecomercioSP), o cenário para este ano é bastante promissor. Segundo a Ebit | Nielsen, o setor deve faturar R$ 110 bilhões (26% a mais do que no ano passado).

Além disso, a empresa lista as categorias que devem se destacar mais – entre elas, alimentos e bebidas, decoração, casa, bebês (moda infantil e móveis para bebê), construção e artes e antiguidades. Para quem procura por mobília e moda infantil, hoje, existem e-commerces especializados nisso, como lojas de móveis para bebê, onde é possível encontrar berços funcionais, camas infantis, kit berço, acessórios de proteção, entre outros.

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