Relatório aponta que o maior crime financeiro de 2020 foi o roubo em contas digitais

Especialistas apontam que o aumento no número de casos pode ser explicado pela expansão do comércio digital no Brasil no último ano. Tecnologias anti-phishing e quizzes antifraude são medidas indicadas para prevenir o roubo em contas digitais

De acordo com um estudo promovido pela empresa Kaspersky, líder do segmento de cibersegurança e softwares de proteção contra vírus, malwares e crimes cibernéticos, o roubo em contas digitais foi o responsável por mais da metade de todos os crimes financeiros de todo o mundo em 2020, respondendo por 54% do total. 

Tal resultado é preocupante para especialistas da área, já que representa um aumento de 20% em relação ao mesmo período do ano anterior. Em 2019, tais golpes foram responsáveis por aproximadamente 34% dos crimes financeiros registrados. Para a empresa, tal cenário pode ser creditado à popularização do comércio eletrônico e do mobile banking.

Fabio Assolini, analista sênior de segurança da Kaspersky no Brasil, explica a situação com mais detalhes: “os dados globais refletem bem a situação que constatamos diariamente no Brasil. Estamos sempre no topo da lista dos países mais atacados por phishing (mensagens falsas) e este é o principal método de roubo de credenciais bancários no país”.

Ainda de acordo com especialistas da Kaspersky, existem dois tipos mais comuns de golpes nesse meio: o “salvador” e o “investidor”. No primeiro deles, golpistas e pessoas mal-intencionadas entram em contato com a vítima sob o pretexto de ajudá-la, comunicando cobranças de instituições financeiras. Nesse caso, o criminoso pode solicitar dados do cliente, a confirmação de dados ou, até mesmo, a instalação de um programa de gerenciamento remoto.

Enquanto isso, no segundo tipo de golpe, os fraudadores se passam por funcionários de empresas de investimentos ou consultores de bancos e entram em contato com o cliente, a fim de oferecer métodos de investimento em ações ou criptomoedas. Eles podem pedir a confirmação de um código de SMS, por exemplo. Esse é um procedimento muito comum em crimes de roubo em contas digitais.

Como proteger-se desses golpes?

Especialistas apontam que, ainda que tais golpes tenham evoluído em sofisticação, existem maneiras de prevenir a ação de golpistas com alguns cuidados. Segundo eles, é sempre importante verificar a legitimidade de um site de pagamentos antes de realizar a transação. Isso pode ser observado, por exemplo, com o protocolo https do site ou se ele compartilha do mesmo domínio que os outros sites da organização. Além disso, usuários não devem utilizar canais alternativos para realizar transferências bancárias, optando pelos canais oficiais sempre. 

Empresas que desejam diminuir suas chances de cair em golpes de roubo em contas digitais podem delimitar alguns sistemas de segurança, como o quiz antifraude, por exemplo. Também é prudente que tecnologias anti-phishing sejam utilizadas. 

O phishing caracteriza-se pelo envio de mensagens suspeitas, enviadas para captar a atenção do usuário e fazer com que o indivíduo digite suas informações pessoais em um sistema designado para roubar tais dados. Golpistas costumam utilizar, por exemplo, mensagens de banco, instituições financeiras e lojas conhecidas.

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