Pesquisas mostram o impacto da Covid-19 nos hábitos de compra e consumo dos brasileiros em 2020

O Brasil está passando por uma situação atípica, e é totalmente compreensível que, neste primeiro momento, as pessoas se comportem de forma inesperada, inclusive no que diz respeito ao comportamento de compra.

No caso do novo coronavírus, passado algum tempo, os consumidores começaram a entender como lidar com a quarentena e a seguir a vida da melhor forma possível, traçando novas prioridades e meios de consumo que minimizem a aglomeração de pessoas.

E-commerce, em março, revela mudanças de hábitos

A Social Miner realizou uma pesquisa para avaliar o consumo após a chegada da Covid-19 no Brasil. Em um primeiro momento, observou-se declínio das vendas, o que demonstrou insegurança por parte do consumidor. Por outro lado, a partir do dia 23 de março (segunda semana de isolamento social), as vendas pela internet voltaram a crescer e alcançaram um pico no dia 26 de março.

Com relação ao Dia do Consumidor (que ocorre na segunda semana de março), os pedidos fechados cresceram 18% em relação ao mesmo evento no ano de 2019, de acordo com dados da Ebit|Nielsen. O aumento configura um montante de R$ 1,41 bilhões movimentados no varejo online e indica que as pessoas aproveitaram o evento para se preparar para a quarentena. 

De acordo com o relatório “Impacto nos Hábitos de Compra e Consumo”, realizado pela Opinion Box, os principais insights sobre mudanças de hábitos percebidos até agora foram:

  • 58% das pessoas passaram a ler mais notícias;
  • 48% estão se sentindo mais ansiosos;
  • 45% estão direcionando mais esforços para limpar a casa;
  • 43% passaram a comer mais por causa da quarentena;
  • 43% estão cuidando mais da higiene;
  • 39% têm dormido mais;
  • 33% passaram a cozinhar mais;
  • 6 em cada 10 pessoas estão ficando mais na internet. 

Além disso, a pandemia trouxe impactos diretos à vida pessoal da população:

  • 72% das pessoas perceberam que a pandemia trouxe impactos negativos diretos a suas vidas;
  • 47% acreditam que os gastos irão aumentar;
  • 79% estão preocupados com a educação dos filhos nesse período;
  • 32% dos que possuem filhos de até 12 anos estão com dificuldades para conciliar a rotina com o trabalho remoto;
  • 6 em cada 10 pessoas estão preocupadas que a renda poderá diminuir em virtude da pandemia. 

Mudanças nas categorias mais consumidas no mês de março

Ainda de acordo com o relatório da Opinion Box, as principais mudanças de hábitos, por categorias, foram:

Prestação de serviços

Algumas categorias cresceram no comércio online, como plataformas de EaD (educação a distância), supermercados online e farmácias online. Os serviços de delivery, em geral, cresceram 4% em número de usuários.

Com relação aos serviços utilizados na internet, serviços de streaming de filmes e séries, TV paga e plataformas de EaD, esses foram os segmentos que mais apresentaram crescimento.

Na contramão do crescimento, motoristas de táxi e de aplicativos (como Uber e 99) tiveram queda na intensidade de uso e no número de usuários totais. Além disso, no geral, as pessoas têm percebido piora na conexão com a internet Wi-Fi e móvel.

Consumo de produtos

Os consumidores estão comprando produtos para lidar com o período da quarentena. Entre os mais vendidos, é possível citar: produtos de limpeza para a casa (45%); produtos de higiene pessoal (43%); frutas, verduras e legumes (24%); comidas prontas e alimentos congelados (23%).

Além disso, supermercados online tiveram um crescimento de 25% de usuários; plataformas de EaD cresceram 18%; e farmácias online chegaram aos 17% de aumento. Isso sinaliza uma grande mudança nos hábitos de consumo das pessoas, que estão migrando para o e-commerce, visando evitar o contato direto com outros cidadãos em lojas físicas e locais públicos. Trata-se de um momento delicado, que requer muita atenção por parte dos varejistas que não querem perder vendas. 

Momento demanda estudo e ações de otimização de sites para que não ocorra perda de vendas

O momento enfrentado pelo País demanda uma postura mais assertiva por parte dos comerciantes. Ações de Marketing Digital, como, por exemplo, a otimização de sites, podem ajudar os comerciantes a atraírem a atenção do público-alvo por meio de conteúdos bem posicionados nos mecanismos de busca, garantindo que o consumidor tenha contato com a marca/produto e considere realizar a compra pela internet, até mesmo para evitar aglomerações.  

Os empresários não devem remar contra a correnteza. É crucial entender o momento que as pessoas enfrentam para dar uma atenção melhor ao que elas precisam. Em um cenário atípico e sem prazo para terminar, é fundamental oferecer mais praticidade e segurança ao consumo online.

Segundo a agência de marketing digital Consultoria Digital, é recomendado que os comerciantes apliquem as melhores práticas de SEO para e-commerce a fim de deixarem a marca e os produtos visíveis ao público em todos os tipos de pesquisa que possam ser realizados em sites de busca.

Outra estratégia recomendada pelos especialistas da Consultoria Digital é o processo de Inbound Marketing, metodologia que visa atrair o público-alvo, que tem interesse no produto ou serviço oferecido, e que visa iniciar um relacionamento, normalmente via e-mail, para aumentar a confiança na marca e, no futuro, facilitar as vendas.

Veja mais: NegóciosClippingO que é público-alvo

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