Pesquisa mostra que apenas 7% das cidades brasileiras possuem um time de futebol profissional

O Brasil sempre foi conhecido como o país do futebol. Berço de vários craques consagrados e conhecidos mundialmente, temos também o segundo campeonato nacional mais forte do planeta, segundo o ranking da Federação Internacional de História e Estatística do Futebol (IFFHS), divulgado no começo de 2020. No entanto, contrastando a história e o peso da elite futebolística nacional, uma pesquisa da consultoria Pluri revelou números bem curiosos e preocupantes.

Segundo os dados levantados, apenas 7% das cidades brasileiras têm ao menos um time de futebol profissional. Para ilustrar melhor essa conta, todos os 650 clubes que disputaram competições oficiais no Brasil em 2019 estão sediados em apenas 422 dos 5.570 municípios do Brasil. A maioria esmagadora concentrada somente nos grandes centros urbanos, marginalizando ainda mais as pequenas cidades, distantes das capitais e dos principais polos esportivos do País.

Um dos exemplos mais emblemáticos dessa discrepância é o estado de São Paulo. A unidade federativa que possui o maior número de times do País, 89 ao todo, concentra, no entanto, 40% das cidades acima de 100 mil habitantes que não têm um time profissional sequer. Questionado, o presidente da Federação Paulista de Futebol, Reinaldo Carneiro Bastos, contra-atacou: “Em São Paulo, temos um número extremamente relevante de clubes profissionais. São quatro divisões profissionais e todos os clubes recebem cotas de participação para disputar essas competições, o que é único no País”, afirma.

Indo na contramão do dirigente, o fundador da Pluri, Fernando Ferreira, acredita que o estado tem capacidade suficiente para fazer mais pelo esporte. “Proporcionalmente, São Paulo está sub-representado. É um estado que representa cerca de 35% do PIB do Brasil, mas com apenas 14% dos clubes. Existe força econômica e população suficiente para aumentar esse número”, rebateu.

Para Darcio Genicolo, professor do departamento de Economia da PUC-SP e pesquisador em Economia do Futebol, a concentração do futebol nos grandes centros não é necessariamente algo ruim e pode gerar um aumento de recursos, mas que, mesmo assim, se faz necessária uma distribuição mais igualitária. “A formação de poucos e grandes clubes compromete o nível e a qualidade das competições. É preciso ter uma contrapartida para todos os clubes”, explica.

Amadorismo

Mesmo com a falta de representatividade no futebol profissional, muitos estados e cidades não deixam de investir na modalidade e apostam no esporte amador. Com a menor distribuição nacional do futebol em seu território, onde os clubes representam apenas 2,6% dos municípios, a Bahia tem somente 16 clubes de 11 cidades disputando competições profissionais pelo Brasil.

No entanto, o estado promove, hoje, dois principais torneios amadores do País, disputado entre cidades, suprindo ao menos a carência esportiva, já que o fator econômico ainda é um empecilho para o desenvolvimento do futebol por lá. “O esporte profissional precisa de estrutura, organização e enorme comprometimento, entre outros diferenciais”, explica Reinaldo Carneiro Bastos, em referência às dificuldades de se manter um time ou mesmo criar uma liga profissional.

A volta do futebol brasileiro

Após quatro meses de paralisação devido à pandemia do novo coronavírus, a modalidade mais popular do País está retornando aos poucos com os campeonatos estaduais, cada um seguindo os protocolos e liberações específicas de seus governos.

Já a principal competição do País, o Brasileirão, começará no próximo dia 9 de agosto, enquanto a Copa do Brasil e o Campeonato Brasileiro Feminino terão início no dia 26 do mesmo mês. Por sua vez, as séries B e C do campeonato nacional retornam em 8 de agosto.

O formato de disputa do Campeonato Brasileiro foi mantido, mas, para isso, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) precisou esticar o calendário, postergando o encerramento da competição para o final de fevereiro de 2021. Já prevendo esse cenário, os clubes anteciparam suas férias no início da pandemia, podendo continuar a competição normalmente nos meses de dezembro e janeiro, período que, tradicionalmente, a modalidade entra em hiato.

Protocolos de segurança

A princípio, os protocolos de segurança não foram definidos, mas a tendência é que, ao menos, a presença do público nos estádios, nas rodadas iniciais, seja vetada. Em relação à saúde de todos os membros envolvidos na competição, a CBF garantirá a realização de testes para Covid-19 aos atletas, comissões técnicas, funcionários e diretores dos clubes, bem como seus familiares.

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