Motoristas de aplicativo relatam queda de até 80% em corridas pela cidade

Enquanto o Delivery cresce substancialmente durante a quarentena em decorrência da COVID-19, a maior parte do mercado sofre com queda nas vendas. E não foi diferente para os aplicativos de viagem.

Uber, Cabify, 99 e outros menores também estão sentindo o impacto do confinamento. Uma vez que as pessoas estão saindo bem menos de casa, o número de corridas também caiu bastante.

Com eventos suspensos, baladas fechadas e bares apenas fazendo delivery, homens e mulheres não estão demandando tão frequentemente os serviços desses aplicativos, preferindo dirigir por conta própria ou, em alguns casos, utilizar o transporte público, pelo custo ser mais baixo.

Victor Palandi aponta que “talvez, esse seja o melhor momento para motoristas de aplicativo investirem mais esforços na carreira de motoristas particulares”. 

Palandi é empreendedor e viajante serial. Em 2019 e 2020, viajou todos os meses do ano, dentro e fora do Brasil.

“Quando estava em Punta Cana, conheci um motorista de aplicativo que também era motorista particular de um famoso cantor sertanejo brasileiro. Ele me disse que adorava quando o músico ia lá, porque andava bastante e gerava uma boa grana para ele”, conta Palandi.

Outra das inúmeras vantagens de investir tempo em se tornar motorista particular é a grande recorrência que o profissional passa a ter, ou seja, ganhos oriundos de uma mesma pessoa de maneira frequente. 

“Um bom público adepto a esse mercado é o de idosos, que precisam sempre ir ao médico, mas, muitas vezes, não têm condições físicas de pegar transporte público”, ressalta o especialista.

Contudo, como começar a obter os primeiros clientes? Victor Palandi selecionou 5 maneiras efetivas de começar a aplicar essa estratégia:

1 – Criar um website ou um perfil profissional no Instagram: “é preciso mostrar credibilidade para que a pessoa se sinta mais segura e confiante”.

2 – Ser flexível nos preços e pacotes: “ é preciso encaixar-se às demandas do cliente, principalmente para quem está começando e a carteira de clientes ainda é vazia”.

3 – Pedir indicações para pessoas conhecidas: “mulheres, principalmente, preferem ter um motorista fixo, que sabem que podem confiar, a usar apps e correrem riscos de assédio ou até mesmo morte”.

4 – Oferecer o melhor serviço que estiver ao alcance: “água, outras bebidas, balas, espelhos… O que puder ser feito para o cliente se sentir mais especial.”

5 – Ser consistente: “não vai ser do dia para a noite que um motorista conseguirá 30 clientes e uma agenda cheia que garanta um bom dinheiro. É preciso ter consistência, um cliente por vez”.

Seguindo essas dicas, o motorista de aplicativo também pode investir na carreira de motorista particular para driblar a crise e garantir um futuro mais próspero.

Para mais dicas do Palandi, seu perfil no Instagram está repleto de informações valiosas: https://instagram.com/palandivictor/.

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