Inclusão de pessoas com deficiência chegou a 90,9% em 2017, mas escolas não têm atendimento especializado

O Brasil tem aumentado os investimentos em educação nos últimos anos. A Educação Infantil (até os 5 anos de idade), por exemplo, chegou a ficar à frente de países da américa latina. Foi o que indicou o relatório Education at a Glance de 2018, publicado em setembro pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Por outro lado, o grau de investimento permanece abaixo da média estipulada pelos 35 países que participam da OCDE, fixada em 0,8% do PIB nacional, ainda que esteja acima de países da América Latina, como Colômbia, Argentina, México e Costa Rica.

Inclusão

O Brasil tem, a passos lentos, conseguido ampliar a inclusão de alunos com algum tipo de deficiência no sistema de ensino. No ano passado, o número de estudantes deficientes matriculados na Educação Básica foi de 827.243 contra os 751.065 de 2016. O índice, felizmente, apresentou crescimento positivo nos últimos quatro anos. Ainda assim, a estrutura das escolas é insuficiente para contemplar essa fatia da população.

De acordo com dados divulgados pelo Ministério da Educação (MEC) em seu Censo Escolar da Educação Básica 2017, a porcentagem de inclusão de pessoas com algum tipo de deficiência em turmas regulares passou de 85,5%, em 2013, para 91%, em 2017, graças aos incentivos do Governo. Entretanto, a maioria dos alunos deficientes não possui acesso ao atendimento especializado, de forma que apenas 40% chegam a utilizar o serviço.

No Ensino Fundamental, por exemplo, o nível de matrículas realizadas para alunos com deficiência é de 2,8% em relação ao total, um percentual superior ao do Ensino Médio, ainda que o ritmo do crescimento tenha sido menor. Em 2016, foram efetuadas 709.805 matrículas, número que passou para 768.360 em 2017.

Desafios do atendimento especializado

O número de matrículas no ensino médio para pessoas com deficiência praticamente dobrou entre 2013 e 2017, passando de 48.589 para 94.274. Por outro lado, ao analisar o total de matrículas na etapa, a quantia corresponde a um percentual irrisório, representando apenas 1,2% do total.

Um dos principais desafios diz respeito à estrutura do prédio, já que muitas vezes o aluno não encontra o que é necessário para ser atendido devidamente. Isso porque menos da metade das instituições de Ensino Médio (46,7%, especificamente) conta com dependências adequadas para o público. O banheiro adaptado para as pessoas em condição de deficiência só está presente em 62% das escolas.

Além disso, muitas vezes, o próprio corpo docente (professores) não está devidamente preparado para atender a essa parcela dos alunos, inconveniente que pode ser solucionado através da capacitação desses profissionais com o auxílio de cursos online.

Capacitação de professores com cursos de educação inclusiva

Através do Estude Sem Fronteiras, o portal de educação da Faculdade Metropolitana, é possível ter acesso a cursos livres de extensão, aperfeiçoamento ou aprimoramento 100% online e que seja válido e reconhecido por órgãos do governo, como escolas, prefeituras, entre outros.

Os cursos abordam, inclusive, questões relacionadas às políticas e leis que garantem a inclusão de alunos com algum tipo de deficiência.

Navegue pelo site para saber mais sobre o Estude Sem Fronteiras e seu programa de cursos online.

Deixe uma resposta