Impulsionados pela queda dos juros, fundos imobiliários alcançam marca de 1 milhão de investidores pessoas físicas

Nem mesmo a oscilação econômica causada pela pandemia de covid-19 desencorajou as pessoas de investir. Com a queda da taxa SELIC, os fundos imobiliários registraram, em setembro, 1 milhão de investidores pessoas físicas. A marca foi alcançada menos de um ano após o mercado atingir o número de 500 mil.

Além da redução vertiginosa da taxa básica de juros brasileira nos últimos cinco anos (de 14% para 2%, o que reduziu drasticamente o retorno das aplicações em renda fixa), um dos fatores que mais contribuíram para esse crescimento foi a busca dos brasileiros pela diversificação de investimentos de renda variável. Somente os fundos imobiliários tiveram um salto de 57,2% em 2020.

Uma vez que os investimentos de renda fixa vêm tendo baixo rendimento, os fundos imobiliários se tornaram um grande atrativo para os cotistas. Apesar de compor uma modalidade de renda variável, esse ativo ainda é menos volátil que as ações, e seus riscos de perda são menores. Outro fato que conta a seu favor é que a maioria desses fundos oferece rendimentos mensalmente.

Mas os motivos que explicam tais números não param por aí. Outro ponto é a popularização dos conteúdos sobre investimentos, que aproximaram as pessoas desse nicho ainda pouco explorado no Brasil. Além disso, destacam-se algumas características próprias do segmento, como a baixa barreira de entrada, a diversificação de ativos e a isenção de Imposto de Renda nos dividendos.

Evolução na última década

Em 2011, somente 36 mil pessoas investiram nessa modalidade no Brasil. Entre 2012 e 2018, houve variações entre 100 mil e 200 mil investidores, mas foi a partir de 2019 que os números saltaram de vez, atingindo mais de 600 mil no fim do ano passado, e agora a marca é de 1 milhão.

Atualmente, os fundos imobiliários movimentam cerca de R$ 105 bilhões na Bolsa, sendo que o valor médio diário é de R$ 214 milhões. Ao todo, existem mais de 480 fundos imobiliários no país, sendo que 327 estão na lista da B3, a bolsa de valores oficial do Brasil. Para se ter ideia, em 2011 havia apenas 69 fundos listados na B3 e esse número vem crescendo gradualmente ano a ano.

Mesmo com esse grande salto, os fundos imobiliários ainda ficam bem para trás em relação ao mercado de ações, entre os investimentos de renda variável. Com mais de 500 companhias integrando a bolsa, o segmento acionista tem um valor médio diário de R$ 29 bilhões em negociações.

Dividendos

Excelentes para investidores de perfil conservador que pensam em ingressar no mercado de ações, os dividendos são nada mais nada menos que parte do lucro de uma empresa de capital aberto, cuja distribuição visa remunerar seus acionistas por meio de dinheiro ou ações.

Os dividendos podem ser classificados em três categorias: bonificação (valor extraordinário pago em ações), especial extraordinário (lucros distribuídos após uma venda ou acontecimento inesperado que gerou receita para a empresa) e Juros Sobre Capital Próprio (dinheiro pago por otimização tributária a fim de se deduzirem impostos; nesse caso, o valor é tributado em 15%).

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