Estudo mostra que empresas brasileiras já levantaram mais de US$ 5 bilhões nos EUA

Os primeiros sete meses de 2019 foram bons para algumas empresas brasileiras em solo americano. Nos EUA, duas empresas brasileiras estrearam na bolsa, uma de software e outra de educação médica. Essas empresas estão presentes em um movimento que se iniciou em 2017 e que já conseguiu levantar US$ 5,3 bilhões para companhias nacionais, totalizando oito aberturas de capital. 

O movimento ainda não é notório, mas mostra um potencial para o mercado norte-americano, podendo ser um caminho para as empresas brasileiras. Nesse mesmo período no ano de 2017, 15 empresas realizaram a oferta pública de ações (IPO, sigla em inglês) na bolsa brasileira, a B3 (bolsa de valores), que arrecadou cerca de R$ 32 bilhões.

A escolha das empresas brasileiras pelo mercado internacional 

O responsável pelo investment banking do Citi Brasil afirmou que a abertura de capital no exterior não é algo generalizado, e sim uma situação que pode variar de acordo com cada caso e com o perfil de cada empresa.

A escolha das empresas brasileiras por mercados internacionais, especialmente os Estados Unidos, é algo que vem sendo comandado por companhias do setor de tecnologia de crescimento ágil, ou por setores que possuem alguma ramificação nesse setor. O mercado norte-americano apresenta um investimento em bolsa bastante consolidado, podendo apresentar boas chances de encontrar investidores dispostos a fechar financiamentos com riscos maiores. 

Pelo fato de o mercado já ser maduro, o lugar conta com investidores de diferentes tipos, e boa parte deles são ligados à tecnologia. Para se investir em tecnologia, é necessário ter conhecimento sobre o assunto, devido à possibilidade ser grande de algo sair errado e do não sucesso ser maior do que a de uma empresa convencional, segundo o responsável pela área de equities do banco Santander. 

Futuro das empresas brasileiras nos EUA e no Brasil  

Os analistas acreditam que os Estados Unidos podem continuar sendo uma opção de caminho para as empresas brasileiras, mas afirmam que o mercado de ações do Brasil precisará ser mais completo para atrair as empresas que atualmente escolhem o exterior. 

Existe uma alta probabilidade apontando para a baixa dos juros no Brasil (Selic de 6% hoje) o que poderá levar uma parte dos investidores a transferir sua renda fixa para a variável nos anos por vir. Isso pode ajudar a aumentar a demanda pelo mercado acionário do Brasil. 

O mercado acionário do Brasil, quando comparado com o restante do mundo, não chega a ser considerado maduro. Do total de lucro gerado pelas empresas brasileiras, apenas 10% delas estão na bolsa. Nos países desenvolvidos, essa parte fica em torno de 20% a 25%. O país tem poucos investimentos em ações e uma população muita grande, de aproximadamente 200 milhões de habitantes.

Os EUA apresentam muitas vantagens para os investidores, algumas delas são: 

  • Maior quantidade de investidores propensos a colocar dinheiro no negócio; 
  • Avaliação das empresas em dólar; 
  • Acesso a fundos bem específicos; 
  • Exigência menor do volume de ações em circulação; 
  • Acesso a um mercado com liquidez maior; 
  • Possibilidade de ter ações com poder especial. 

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