Dados da Sociedade Brasileira de Dermatologia apontam que mais de 90% dos brasileiros já foram contaminados com herpes

A Organização Mundial da Saúde e a Sociedade Brasileira de Dermatologia apontam que a grande maioria da população mundial possui alguma variação do vírus do herpes. Estresse e baixa imunidade são fatores que podem influenciar a manifestação do vírus em pacientes assintomáticos

O herpes é uma doença infecciosa causada por um vírus que é dividido em duas categorias: HSV-1 e HSV-2. Ambos possuem alta taxa de infecciosidade e não têm cura. De acordo com dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e corroborados pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, mais de 90% da população brasileira adulta já foi contaminada com vírus do herpes, mesmo que não tenha apresentado sintomas.

As estimativas globais, divulgadas pela OMS, são de que 67% da população com menos de cinquenta anos tenha sido infectada com o HSV-1, ou seja, mais de 3,7 bilhões de pessoas em todo o mundo. Na região das Américas, quase metade (49%) das mulheres até 49 anos e 39% dos homens dessa faixa etária contraíram o HSV-1 em 2012.

Enquanto isso, na África, ainda em 2012, 87% dos homens e mulheres com 50 anos ou menos também tiveram contato com o vírus. Já no Brasil, especialistas da Sociedade Brasileira de Dermatologia calculam que mais de 90% da população tem o vírus, ainda que em seu estado dormente.

Herpes: causas e prevenção

O herpes causado pelo HSV-1 é o mais comum dos dois, sendo transmitido por meio de vias orais, como o beijo ou o toque na boca após o contato com superfícies contaminadas. 

Enquanto isso, o tipo HSV-2 é transmitido quase que exclusivamente pelo contato sexual desprotegido, por meio da pele. Dados da Organização Mundial da Saúde apontam que 417 milhões de pessoas, de faixa etária entre 15 e 49 anos, têm o vírus HSV-2, causador do herpes genital. 

Quando manifestado, o herpes pode acarretar a formação de bolhas ao redor da boca ou nas regiões íntimas. Elas podem ser dolorosas e se desenvolverem para feridas que cicatrizam, naturalmente, dentro de uma semana.

Estresse, baixa imunidade, exposição intensa à luz solar e outras infecções podem ativar o vírus, fazendo um paciente outrora assintomático ter complicações com o herpes. Apesar disso, existem maneiras mais seguras de prevenir a manifestação do herpes, especialistas afirmam. 

Tratamentos antivirais tópicos ou ingeridos via oral podem ajudar a não apenas diminuir a frequência dos surtos de herpes mas também diminuir a duração desses episódios. Vale lembrar que esses remédios apenas tratam os surtos pontualmente, uma vez que ainda não há cura para herpes. 

Ao menor sinal de infecção, especialistas afirmam que um médico especializado na área da Dermatologia deve ser procurado a fim de que o diagnóstico possa ser feito, recomendando-se o tratamento mais adequado para prevenção da manifestação do vírus, assim como a adoção de melhores práticas para diminuição da transmissão.

Além disso, durante um episódio, é de suma importância proteger as feridas da exposição solar, alertam especialistas. Isso pode ser feito com a aplicação de um protetor solar de FPS 15 ou superior. Médicos também alertam para os perigos da automedicação em casos de herpes. O uso de pomadas e outros tratamentos devem ser sempre acompanhados por um especialista.

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